AUTOESTIMA BAIXA OU ALTA?

O primeiro que precisamos saber é que não existe baixa autoestima ou alta autoestima, somente existe autoestima. Quando você diz ter autoestima alta é porque ela está condicionada à alguns fatores da sua vida como por exemplo: a inteligência (ser inteligente, ter graduações, ter certificados); fitness (ser magro, forte, rápido, atlético, etc.); patrimônio (usar roupas da ultima moda, carro de luxo, casa, etc.); afetividade (ter alguém te ama, que diga que você é a pessoa mais especial do mundo); beleza (ser reconhecido como bonito, atraente,etc.); dinheiro (grandes rendimentos, invéstimentos, Linhas de créditos, etc.), influência (participação em grupos influentes, clubes, organizações, se amigo de pessoas populares, etc.); família e amigos (ter uma família feliz, muitos amigos)

Se a sua autoestima alta está condicionada a esses fatores, se algum deles diminuirem, a sua autoestima diminui, o mesmo acontece com a autoestima baixa, se a medida é o que tenho ou não dos iténs acima, vou me desvalorizar. Então nesse caso a autoestima está condicionada.

A solução para se obter autoestima está em abandonar os critério de medição de autoestima, e parar de condicioná-la. Todos nascemos como pessoas valiosas, com dignidade. Só o fato de existir isso já é uma dádiva de Deus e isso é incondicional.

Se lhe perguntasse nesse momento quanto você sente que é sua autoestima? E a sua resposta fosse algo abaixo de 100%, isso significa que você estaria dando a outra pessoa o poder de lhe valorizar, aprovar, apreciar. Deixamos de reconhecer-nos para que os outros nos digam quem somos. O nosso valor como ser humano está condicionado ao que o outro acha ou pensa sobre nós.

As pessoas confundem autoestima com autoconceito ou autoimagem. Os pensamentos que você tem a seu respeito está formando a sua autoimagem sobre si. Aquilo que você fala sobre você está expressando o seu autoconceito. Nenhuma das duas coisas tem a ver com a autoestima.

O você tem autoestima, ou você não tem. A autoestima é incondicional, ela não está condicionada aos nossos resultados, ao nosso físico, a nossa performance. Autoestima é o apreço que eu tenho por mim e isso é INCONDICIONAL.

Se deve amar alguém, o amor primeiro deve ser em relação a si mesmo. “amar ao próximo como a si mesmo”. Se eu não me amo, fica muito difícil reconhecer o amor, e até mesmo distribui-lo.

Para se ter autoestima, devemos tirar o ego do caminho, o ego vem do que eu faço bem, de quanto eu tenho, competências, está na dualidade do bem e o mal, do certo ou errado, do melhor e pior. Abandonar o ego é ser capaz de de parar de medir o seu valor, seu merecimento de possuir, de ter que provar algo para si mesmo ou para os outros. Quando você não faz isso você condiciona o seu valor, seu merecimento, as possibilidades de ser amado, e essas coisas vão se tornando a base da sua vida como por exemplo, o dinheiro, a popularidade, o status, a raça, a inteligência, a instrução, o credo, etc..

Muitas vezes colocamos nossos méritos fora de nós mesmo, eles dependem de acontecimentos como bom visual, bons relacionamentos, boas famílias, bons empregos, sendo assim você nunca pode relaxar, sempre haverá alguém em alguma instancia melhor. Você precisa agora estar atento as ameaças de alguém ou alguma coisa que faça você se parecer menos. Isso vai criando um sistema de crenças tóxicas e defensivas.

Se você consegue construir um entendimento do “eu”, tomando consciência de que é incondicionalmente valioso, você se libera de tudo isso. Então pode viver seguindo e expressando a si mesmo.

Se você reconhece que os seus merecimentos e valores são inatos, não há necessidade de provar nada para ninguém, de ganhar nada, de defender-se contra qualquer perda que seja. Seu valor é inato, sua autoestima não pode ser tomada de você.

Isso é também a base para amar e acreditar em você mesmo. A autoestima permite que você admita que você é alguém, que seu merecimento e valor são dons, e que você merece descobrir seus talentos e forças e expressá-los plenamente como parte de sua contribuição com a humanidade. Quando agimos e pensamos assim o egoísmo sai completamente de cena.

Estão você como o maravilhoso, incrível, valioso e misterioso ser que você é, não tem que ganhar ou provar nada. Amar a si mesmo como ser humano é o lugar de onde você parte, para chegar a meta de um dia amar a si mesmo, estimar imensamente a si  mesmo, podendo assim se respeitar e valorizar-se. Isso te libera para e te capacita para começar verdadeiramente a amar os outros, a amar descobrir e aprender, a amar dar e contribuir, e a amar a vida.

Dessa forma podemos mudar os significados e crenças que trazemos das experiências vivenciadas na infância que distorceram a nossa autoimagem e nosso autoconceito. Isso só é possível porque fomos nós mesmos quem criou esses significados, e como criadores de significados podemos então dar novos significados mais robustos e que nos elevam cada vez mais.

Referências

BOZZA, Maria da Glória Cracco. Argila “espelho da auto-expressão” – Autoestima. Curitiba. Apostila de treinamento.

HALL, L. Michael. Liberte-se! Estratégias para autoreslização. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora, 2012.